Praias e Localidades
Ribeirão da Ilha - Tradição preservada | Ribeirão da Ilha - Tradição preservada |
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O tempo passa mais lentamente quando se está caminhando pelas ruas estreitas do lugarejo Fábio Mafra Chegar no Ribeirão da Ilha é fazer uma viagem no tempo e na história, e conhecer o lugar onde a cultura açoriana está mais forte, viva e preservada em Florianópolis. Não há lugar melhor para se conhecer a verdadeira alma da Ilha de Santa de Catarina do que o Ribeirão. A história de Florianópolis passa inevitavelmente por lá. A localidade foi uma das primeiras em Santa Catarina a ser habitada e colonizada. Segundo historiadores do Museu do Ribeirão, foi lá que o navegador espanhol Sebastião Caboto, em 1526, batizou a ilha com o nome de Santa Catarina, em homenagem à virgem de Alexandria. Mais de três séculos depois, entre 1748 e 1756, foi que chegaram os primeiros imigrantes açorianos, que deixaram suas marcas, até hoje, na cultura e arquitetura do local. Uma das primeiras construções foi a Igreja de Nossa Senhora da Lapa, um dos pontos altos da arquitetura do Ribeirão. As casas com seus janelões voltados para as ruas estreitas e os famosos e encantadores manezinhos passeando com seus passarinhos pelas ruas tranqüilas, são cenas que só podem ser vistas no Ribeirão. Outra característica é a culinária típica, totalmente baseada em frutos do mar. Hoje, a grande especialidade do Ribeirão são os mariscos e as ostras. E não há melhor pedida do que um marisco ao bafo com limão, na beira das águas tranqüilas da baía, ou uma bela porção de ostras gratinadas, sempre com um precinho atraente. A grande diferença de consumir esses produtos no Ribeirão é que você pode acompanhar a retirada deles do mar, ali, na hora, na sua frente. Hoje, a localidade é uma grande produtora de mariscos e ostras, reconhecidos principalmente por sua qualidade inigualável, que estão sendo vendidos para restaurantes de todo país. Para conhecer melhor a vida dos antigos açorianos, o ideal é visitar o Museu do Ribeirão, que funciona junto a uma pousada e um restaurante. Ali, além dos objetos de época, tudo remonta à vida açoriana, desde a arquitetura do lugar até os pratos do cardápio. Para quem curte um trekking, nada melhor do que se embrenhar no Sertão do Ribeirão, numa caminhada de aproximadamente cinco quilômetros. No caminho pela Mata Atlântica totalmente preservada - a área é, por lei, considerada de preservação permamente -, o visitante passa por belíssimas cachoeiras e riachos, que desaguam do outro lado da Ilha, na Lagoa do Peri. Você pode ainda encontrar pelo caminho um dos poucos produtores de cachaça artesanal de Florianópolis, com seus engenhos em plena atividade. A praia do Ribeirão também faz jus à toda beleza do local. Com areia grossa e águas quentes e calmas, é ideal para o banho, pesca ou um passeio de barco, que pode dar uma noção melhor da riqueza do local.Mas o melhor de tudo, no Ribeirão da Ilha, é o seu povo. Estando lá, não deixe de parar num banquinho da praça e gastar alguns minutos para conversar com os oradores. Pessoas simples e receptivas, sempre prontas para um bate-papo. O único risco de se visitar o Ribeirão é se apaixonar completamente pelo lugar e nunca mais querer sair de lá. Fato, aliás, não muito raro. Fonte: ClicRBS - Jornal Diário Catarinense - DC |
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...to com um ardume na barriga, nem ti conto...