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Ribeirão da Ilha - Convite ao sossego
Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, preserva os costumes e o ritmo pacato dos ancestrais açorianos

Djalma Corrêa Pacheco

A vida passa tranqüila no Ribeirão da Ilha. Pelas ruas da comunidade no Sul da Capital, colonizada por imigrantes açorianos que chegaram em Santa Catarina a partir de 1748, os moradores mantêm os costumes e a vida pacata de seus ancestrais.

Não raro, o ribeironense cumprimenta os que passam, mesmo sem nunca ter visto antes. Os pescadores, em suas canoas esculpidas com o tronco da garapuava, jogam e retiram a rede do mar com a mesma paciência e esperança que seus avós. Muitas da casas ostentam a arquitetura dos primeiros imigrantes, com a fachada sem curvas e que avança até o espaço que seria das calçadas.

Conservadas, as residências são pintadas em diferentes tonalidades, resultando num emaranhado de cores ao longo da rua principal. Algumas ostentam no alto da fachada o ano em que foram construídas. A igreja, dedicada à Nossa Senhora da Lapa, é de 1806.

Não fossem dois alto-falantes em uma das torres, seria possível dizer que ela tinha se perdido no tempo, tamanha é a conservação das características originais, com janelas nas laterais bastante altas e as tradicionais telhas de barro. Na frente do templo, a tranqüila Praça Hermínio Silva é um convite ao sossego e à preguiça.

Um pouco da história da imigração açoriana também pode ser conhecida no Ecomuseu. Guias especializados orientam a visita e contam como eram a vida e os costumes dos primeiros colonizadores.

Como chegar
De carro: Do Centro de Florianópolis, pegue a Via Expressa Sul e depois a SC-405. No trevo de acesso, siga na SC-405, à direita. Entre à esquerda na Estrada Baldicero Filomeno e continue até chegar no Ribeirão.
De ônibus: No terminal do Centro de Florianópolis (TICEN), pegue o ônibus do Rio Tavares. No ponto final, pegue o ônibus da linha Ribeirão da Ilha ou Caieira da Barra do Sul.
- Museu
Abre de terça a domingo, das 13h às 19h. Ingressos: R$ 3 (adulto) e R$ 1 (crianças de 12 a 14 anos com os pais) .

Fonte: Jornal Diário Catarinense - Revista Verão [janeiro/2005]
 
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