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Apenas um suspeito, que é deficiente físico, foi detido pela polícia.
Ladrões furtaram envelopes com dinheiro em uma agência bancária do Banco do Brasil (BB) em Florianópolis, na quarta-feira à tarde, sem serem notados. O crime foi cometido sem despertar a atenção dos funcionários, que foram alertados do furto por um cliente que desconfiou da movimentação dos suspeitos.
Cinco homens teriam participado da ação no banco, às margens da SC-405, no bairro Campeche, Sul da Ilha de Santa Catarina. Desarmados, os ladrões teriam entrado no banco separadamente, como se fossem clientes.
Cada um deles abordou funcionários do banco ao mesmo tempo. O primeiro procurou um funcionário para pedir informações sobre empréstimos. O segundo foi até o caixa e começou a fazer perguntas, enquanto o terceiro, conversava com o gerente da agência.
O quarto homem envolvido, Sebastião Neves Rodrigues, de 55 anos, pediu um copo de água ao vigilante que fazia a segurança no banco. Rodrigues, que não tem parte das duas pernas, chegou à agência usando muletas.
Quando todos tiravam a atenção dos funcionários, um quinto homem entrou na agência e conseguiu pegar envelopes com dinheiro retirado dos caixas eletrônicos do banco, por um funcionário do BB, instantes antes.
Em seguida, os bandidos saíram do banco como se nada tivesse acontecido. Segundo a polícia, o golpe só foi descoberto porque um cliente desconfiou da movimentação dos suspeitos.
Dos cinco envolvidos, apenas Rodrigues foi detido. Com dificuldades de locomoção, ele foi abordado pela polícia ainda nas proximidades do banco. Os outros envolvidos ainda não foram localizados.
A polícia apurou que o Rodrigues, natural do Paraná, já cumpriu pena por furto. Ele nega participação no crime.
O delegado Adalberto Safanelli acredita que a quadrilha tenha aplicado o mesmo tipo de golpe numa agência do BB em Coqueiros, na parte continental de Florianópolis, há um mês. Na ocasião, foram levados mais de R$ 100 mil em dinheiro.
O banco não divulgou o valor levado pelos bandidos nem as imagens do furto registradas pelo circuito interno de vigilância.
Publicado: ClicRBS - Diário Catarinense, em 22/01/2009.
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