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Lagoinha do Leste - Paraíso selvagem
Praia no sul da ilha encanta com seu visual

Felipe Nunes

A praia de Lagoinha do Leste é um paraíso selvagem ainda intocado pelo homem. O único acesso é por duas trilhas no meio da Mata Atlântica que podem ser realizadas pela Praia do Matadeiro, nuna caminhada de 4,5 quilômetros, ou pelo Pântano do Sul, em um percurso de 3,5 quilômetros. Pelas trilhas cercadas por bromélias, os amantes do ecoturismo podem observar paisagens diferentes a todo momento, sempre escutando a sinfônia de pássaros como aracuam e gralhas. No final do percurso a visão da Lagoinha compensa todo o cansaço do trajeto. As pessoas ficam fascinadas com a praia de água transparente cortada por uma lagoa e cercada por Mata Atlântica. “Não existe palavras para definir este lugar que é maravilhoso”, comenta a paraense Ana Miranda, 37 anos. Para o curitibano Altevir dos Santos, 30 anos, a praia é paradisíaca e o tempo parece estacionar no lugar. “Não nos preocupamos com horário e com barulhos comuns em centros urbanos”, acrescenta.

A Lagoinha também é muito procurada por surfistas e aventureiros que gostam de acampar. Para as pessoas que acampam o lugar é mágico, principalmente em noite de lua cheia onde o céu fica todo preenchido de estrelas, que não são visiveis em outros locais devido à iluminação de postes. “ Quando estou na Lagoinha esqueço de todas as preocupações”, diz o josefense Márcio Braviano dos Santos, 22 anos, que chegou com o propósito de ficar acampado uma semana e acabou permanecendo dois meses. “Para comer pegamos mariscos e peixes e vendemos para os turistas na Praia da Armação. Com o dinheiro compramos arroz e carne e continuamos nossa aventura”, ressalta Santos.

O aposentado Waldir Steinmetz, 67 anos, e Tibúrcio Manoel Duarte, 51 anos, são os únicos moradores da praia. “Minha intenção foi costruir um rancho para abrigar pescadores e acabei ficando definitivamente na Lagoinha”, conta Waldir, que largou a vida em família em 1963 para ir morar sozinho. Sem televisão, rádio e muito menos relógio, o aposentado passa os dias pescando, fazendo tarrafas e conversando com as pessoas que o visitam. Uma vez a cada dois meses vai visitar a sua família que mora no Saco dos Limões, na Capital. Sua casa foi toda construída com madeira nativa chamada de imbaúva. “Fico muito preocupado com a preservação da praia. Muitas pessoas chegam aqui e jogam lixo na natureza. Isso é um absurdo”, lamenta o aposentado.

Lendas de bruxas e assombrações povoam a região que é cercada de mistérios. Algumas pessoas que acampam escutam vozes e gargalhadas durante a madrugada. Outras admitem que já viram vultos. “Estes sons são provocados pela natureza e não acredito em nada disso”, comenta Steinmetz, embora já tenha visto vultos e clarões no meio da mata.

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Fonte: Jornal Diário Catarinense - 02/01/2002
 
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Ah um relho nas costas: expressão usada para dizer que alguem fez algo errado e merece uma surra.
...não digo memo, esse istepô atravesso na cheia! Merece memo é um relho nas costas...

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