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Praia do Campeche - Espaço para diversão
Espaço para diversãoAmpla faixa de areia atrai famílias inteiras para a praia

Glauco Silvestre

Quando sopra o vento Sul, a praia é invadida pelos surfistas. A arrebentação leva dezenas deles a desafiar as ondas perfeitas em mais de dez quilômetros de extensão da praia. Mas é a ampla faixa de areia que deixa bem à vontade os banhistas, sem os atropelos das praias mais badaladas. E só andar um pouquinho, logo após o acesso principal, e ficar completamente só, com o barulho do mar.

Quando o vento Sul não sopra, a praia é privilégio das famílias que (quase) esquecem as crianças com tamanho espaço livre para diversão. A avenida principal que chega até a praia é a “Pequeno Príncipe”, em homenagem a Antoine de Saint-Exupéry, o francês autor do clássico que, no final da década de 30, se apaixonou pelo Campeche e ali fez história. A infra-estrutura das pousadas e restaurantes com atendimento quase familiar garantem o conforto para o turista.

Parece que o Campeche é um reduto para quem veio de longe e preferiu as praias do Sul. O italiano Eurico Fiorini, 35 anos, professor de informática e sua esposa, Tini Liana, 40, contadora, sonhavam em conhecer a América do Sul e escolheram Mar Del Plata. Chegando lá, através dos jornais argentinos, souberam da badalação e das belezas naturais deSanta Catarina e decidiram conhecê-la. “Ficamos apenas três dias em Mar Del Plata; a água era muito fria. Não gostei”, comenta Fiorini. Depois de conhecer o Campeche, os dois encontraram a praia dos sonhos. “Viemos para ficar 20 dias e até chegamos a conhecer outras praias vizinhas, mas realmente o Campeche é perfeito”. Sua esposa, Tini, até já sonha em morar aqui. “Soube que têm muitos descendentes da Itália no Estado, acho que vou me sentir em casa”, disse ela.

O argentino Mario Valori, 51 anos, e a esposa Olga Valori, 52, fazem um tour pelas praias da Ilha. “Ficamos pela manhã no Campeche e, à tarde, vamos conhecer outras praias”, confessou. A grande faixa de areia e a visita à Ilha do Campeche fascinaram os argentinos.

Com o mar revolto, os banhistas ganham a segurança dos salva- vidas júnior. Crianças entre oito e 14 anos passam orientações de segurança aos banhistas, com a distribuição de panfletos e alertas sobre os locais mais perigosos para o banho. Além do Campeche, outras quatro praias desenvolvem o trabalho planejado pelo Corpo de Bombeiros. Marina Zabot Adriano, 13 anos, encontrou na atividade lazer e educação. “Assim a gente aprende a respeitar mais o mar e ainda alerta aos outros”, ensina. Cada equipe permanece uma semana no programa.

Fonte: Jornal Diário Catarinense

 
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