| Assassinato de "Seu Chico" volta a ser julgado na Capital |
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Francisco Thomaz dos Santos era um dos últimos produtores artesanais de cachaça da cidade.
Mário Roberto de Souza, acusado pelo assassinado de Francisco Thomaz dos Santos, fabricante de cachaça e farinha no interior de Florianópolis, volta a ser julgado nesta terça-feira em Florianópolis. O crime ocorreu em setembro de 1996 no Sertão do Ribeirão da Ilha, onde "Seu Chico", de 64 anos, morava e mantinha um dos últimos alambiques da cidade. A defesa do réu busca anular a sentença que levou o caso para julgamento pelo júri popular, de agosto de 2006, alegando cerceamento de defesa e carência de fundamentação. O relator da matéria é o desembargador Alexandre D´Ivanenko. Souza, que é primo da vítima, foi indiciado em inquérito policial. Ele chegou a ser mantido preso por alguns dias em 1997, mas foi solto para responder o processo em liberdade. Conforme as informações do processo, Santos foi morto no dia 19 de setembro de 1996. Ele teria sido atingido por um tiro nas costas, quando tentou fugir para um canavial. No local, foi alcançado pelo acusado, que o golpeou várias vezes com um facão. Na seqüência, a vítima foi levada para dentro do engenho, onde levou um tiro mortal, no ouvido. O corpo foi escondido no cocho de fermentação de caldo de cana, coberto por acolchoado, dois cobertores e esteiras, além de balaios e sacos com garrafas plásticas. O acusado deve responder perante ao Tribunal do Júri da Comarca da Capital por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A data do júri ainda não foi definida. Entre as evidências contra o réu há exame de DNA que comprovou que o sangue encontrado nas roupas de "Marinho" era de Chico. Os dois parentes trabalhavam no sítio nos dias anteriores ao assassinato. O acusado nega a autoria do crime.
O advogado dele, Rodrigo Roberto da Silva, argumenta que a presença de sangue na roupa usada por Mário é normal, já que no corte da cana ocorrem ferimentos com sangramento. Ele sustenta que, de todas as testemunhas de acusação, nenhuma apontou seu cliente como autor do crime. TJ decide se acusado de assassinato de "Seu Chico", em Florianópolis, vai a júri popular Crime aconteceu em 19 de setembro de 1996, no Sertão do Ribeirão da Ilha. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ) decidirá, na próxima terça-feira, dia 1º, se Mário Roberto de Souza irá a júri popular para responder pelo assassinato de Francisco Thomaz dos Santos, o "Seu Chico". O crime aconteceu em 19 de setembro de 1996, no Sertão do Ribeirão da Ilha, localidade em que a vítima morava e mantinha um dos últimos alambiques para produção de cachaça artesanal em Florianópolis. Mário Roberto foi indiciado em inquérito policial, chegou a ser mantido preso por alguns meses e depois foi solto para responder ao processo em liberdade. A sentença que remete o caso para julgamento pelo júri popular foi proferida em 1º de agosto de 2006. A defesa do réu busca agora reverter o quadro. Os advogados de Mário Roberto sustentam a nulidade da sentença, alegando cerceamento de defesa e carência de fundamentação. Mário Roberto, caso confirmada a sentença que remete o caso a júri popular, responderá perante o Tribunal do Júri da Comarca da Capital pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O crime Segundo os autos, Seu Chico foi morto no começo da tarde de 19 de setembro de 1996, atingido por um tiro nas costas. Já ferido, tentou fugir, mas acabou sendo alcançado pelo assassino quando entrava em um canavial. Recebeu vários golpes de facão, principalmente na cabeça. O corpo foi levado até o interior do engenho de açúcar, ao lado do alambique de cachaça, onde o assassino disparou mais um tiro no ouvido da vítima. O cadáver foi removido então para debaixo de um cocho de fermentação de caldo de cana, dentro do alambique, onde foi coberto por um acolchoado, dois cobertores e duas esteiras, além de diversos balaios e sacos com garrafas plásticas. Publicado: ClicBRS - Diário Catarinense, em 27/06/2008. |
Crescente - 06
Cheia - 13
Minguante - 19
Nova - 27 Famiana: pirão feito com: café com leite + farinha de mandioca.
'...rapazi sai sedinho para o mar, demanhã só deu tempo de colocar uma famiana pra dentro...'