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Diretor de escola é afastado por suspeita de furtar papel na Capital
O diretor da Escola Básica Municipal Professor Anísio Teixeira,  no Bairro Costeira do Pirajubaé, na Capital, foi afastado de suas funções no último dia 16 por suspeita de furto de 11 caixas de resmas de papel ofício (tamanho A4). O professor Marcos Aurélio Machado estava no segundo mandato como diretor, mas trabalha no colégio há 20 anos.

No começo do mês, a ouvidoria da Secretaria Municipal de Educação recebeu a denúncia sobre o desvio de material de escritório da escola. A secretaria providenciou o envio de 16 caixas e num curto período fez a fiscalização.

Segundo o boletim de ocorrência (BO) registrado na 2ª delegacia da Capital, os fiscais foram até o colégio e o diretor disse que não tinha a chave do almoxarifado. Mais tarde os fiscais voltaram à unidade de ensino e uma funcionária abriu a porta.

As caixas com papel para os estudantes, que foram recebidas dentro da escola, haviam desaparecido. Simultaneamente, o diretor entrou no colégio com o seu veículo.

— No porta-malas do veículo do diretor haviam 11 caixas de resmas de papel, das 16 que foram entregues — diz o BO, conforme um funcionário da ouvidoria.

Funcionários da escola, que preferem não ser identificados, disseram que as irregularidades começaram em 2006. O colégio com 495 alunos, da 1ª a 8ª séries, gastava em média 60 resmas por bimestre.

Processo administrativo e inquérito policial

Afastado de suas atividades desde o flagrante dos fiscais, o diretor Machado vai responder a um processo administrativo, pela Secretaria de Educação, e a um inquérito policial. O secretário de Educação, professor Rodolfo Pinto da Luz, explica que vai esperar o resultado do processo.

— O processo administrativo tem 60 dias para ser concluído e não podemos julgar ninguém antes de apurar os fatos. Ele pode receber desde uma advertência ou suspensão, até a exoneração do serviço público — disse.

Mesmo afastado da função, o diretor vai continuar recebendo o salário. Desde então, segundo o secretário, não havia denúncias contra este profissional.

Machado alega "perseguição política"

O diretor Marcos Aurélio Machado disse que não estava na escola quando as caixas de resmas chegaram. Preocupado com o desaparecimento freqüente de materiais de escritório, ele alega ter "escondido" as resmas num depósito anexo a uma guarita.

— Isso é perseguição política, porque no aniversário da escola eu elogiei o Esperidião Amin, que comprou o terreno do colégio. Eu guardei as resmas num depósito, mas o funcionário estava de férias e, por isso, demorei para encontrar a chave. Como estava chovendo, coloquei as resmas no meu carro para transportá-las até o prédio da escola, mas um funcionário da prefeitura chegou tirando fotos e foi me chamando de ladrão — comentou.

Marcos conta que tentou conversar com a secretária-adjunta, mas não obteve resposta. Ele disse que tem testemunhas e vai processar o município.

Michael Gonçalves | Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Publicado: Diário Catarinense - www.diario.com.br, em 29/04/208.

 
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